10 ações para colocar em prática para uma vida mais sustentável

O ano de 2020 foi intenso e desafiador para o mundo todo. Muitas adaptações foram necessárias e umas das lições que podemos tirar é que uma vida mais sustentável é mais que uma alternativa, trata-se de uma necessidade.

As próximas gerações vão nos cobrar pelas atitudes de hoje. E se queremos que os nossos filhos façam diferente e tenham uma consciência mais plena em relação ao mundo em que vivemos precisamos ser exemplo.

Então, que tal começar 2021 colocando em prática pequenas atitudes que vão envolver toda a família? Confira as nossas dicas para uma vida mais sustentável.

 

 

1 – Aproximar-se da natureza

 

Só conseguimos cuidar e respeitar do que conhecemos e entendemos. Então, aproximar-se da natureza e explorar os espaços ao ar livre é uma forma de conexão e aprendizagem.

 

Troque os passeios no shopping por caminhadas em parques ou trilhas. O tempo de tela por tempo de pracinha. Faça com que o brincar em família fora de casa seja rotina, na volta da escola, no tempo livre do fim de semana.

 

Isso vai criar oportunidades para os pequenos explorarem a natureza. Observar a borboleta, os detalhes das flores. Incentivar a criatividade com diferentes materiais disponíveis, como pedrinhas, galhos e folhas. Infinitas possibilidades de um brincar não estruturado que terá inúmeros benefícios, tanto para o bem estar físico e mental quanto para o desenvolvimento infantil.

 

2 – Substituir o ter pelo viver

 

 

Já pensou em substituir os presentes em datas como Natal e aniversários por experiências? Ao invés de brinquedos plásticos (saiba aqui porque fugir deles) um fim de semana em família em uma cidade diferente, na praia, em uma fazenda.

 

Alternativas não faltam! Nem de hotéis bacanas que oferecem toda uma vivência diferenciada para famílias com crianças até hospedagens alternativas no AirBnb. Com certeza será um tempo precioso com os filhos, que vão render memórias mais valiosas que qualquer último lançamento disponível em uma prateleira.

 

Outra dica são sites de presentes que entre as opções oferecem experiências diversas. Aula de surf, violão, guitarra, cursos de auto maquiagem, enfim, alternativas para crianças e adultos aproveitarem. Um exemplo é o recém lançado Be Present, que permite que o presente seja enviado virtualmente e então agendado pela pessoa conforme ela desejar.

 

3 – Visitar feiras de orgânicos ou pequenos produtores

 

Rever as nossas atitudes para uma vida mais sustentável passa diretamente pelas nossas escolhas de consumo. E aqui podemos olhar para diferentes esferas: roupas, brinquedos, objetos para casa, itens de higiene e beleza, alimentação.

 

Quando o assunto é o que comemos, a dica é valorizar o trabalho de pequenos produtores locais. Muitas comunidades possuem feiras de orgânicos ou eventos onde é possível adquirir produtos direto de fazendas da região. Algumas iniciativas entregam em casa tais produtos, facilitando ainda mais a rotina, com caixas de frutas e verduras.

 

Com isso você respeita o meio ambiente, favorecendo o cultivo sem agrotóxico de produtos da estação, além de incentivar negócios locais. Também consegue evitar com mais facilidade embalagens não recicláveis, podendo receber ou carregar as compras em caixas de papelão ou sacolas de pano.

 

Outra dica são os locais onde você colhe & paga, ou seja, você mesmo colhe as frutas e legumes e depois paga o que está levando para casa. Além de oportunizar uma saída em família, isso permite que a criança passe a valorizar o produto, por enxergar todo esforço envolvido no processo produtivo.

 

 

A mesma aprendizagem acontece quando é possível cultivar uma pequena horta em casa, nem que seja apenas com alguns temperos, como salsinha, manjericão, etc. A minha filha, por exemplo, adora quando fazemos pizza caseira ou omelete e ela é a responsável por pegar as folhinhas de manjericão. Ela valoriza no prato e já se apropria de toda preparação envolvida. 

 

4 – Separar itens para doação periodicamente

 

Muitas famílias já fazem isso, especialmente com as roupas das crianças, que deixam de servir mais rapidamente. No entanto, é importante transformar a doação em um hábito, pois assim estamos possibilitando mais tempo de uso para um item que antes estava parado e sem utilidade ou pronto para ir para o lixo.

 

Uma sugestão é aproveitar cada mudança de estação para uma grande “limpa” nos armários e gavetas. Cheque todos os cômodos da casa, separando itens que estão estragados para o destino correto, bem como o que será doado ou repassado para alguém específico.

 

O mesmo pode ser feito com brinquedos. Assim você ensina ao seu filho o poder da doação, mesmo com artigos que ele tem apego. Com isso, aos poucos vamos criando seres mais empáticos com o próximo e que aprendem a compartilhar as suas “riquezas”.

 

Com as doações periódicas será mais fácil ver o que você tem dentro de casa e, assim, evitar compras por impulso. Outro ponto positivo é que mantendo apenas o que você realmente usa ou precisa será mais fácil manter a casa limpa e organizada. Tenha em mente que um lar em ordem diminui o sentimento de ansiedade e estresse que a bagunça pode gerar. Então, nada de adiar a “faxina”.

 

 

5 – Conhecer brechós

 

Garimpar em brechós é uma excelente forma de prolongar o uso de roupas, calçados e acessórios que ainda estão em boas condições de uso.

 

Como já falamos, principalmente as crianças perdem roupa muito rápido. Conforme crescem, pilhas e pilhas vão ficando de lado. A cada mudança de estação é aquele desespero para comprar novas peças do tamanho adequado.

 

Então nossa sugestão é que você dê uma chance para os brechós. Procure um do seu estilo, que você goste, e faça visitas esporádicas, aumentando assim a chance de achar algo que você realmente goste.

 

Opções online também são uma pedida para quem procura praticidade. Sites como o Enjoei possibilitam um processo de compra e venda facilitado, além de apresentarem peças de todos os tamanhos e estilos.

 

6 – Pesquisar ou promover feiras de troca

 

Feiras de troca são outra alternativa para prolongar a vida útil de itens como brinquedos, livros e uniformes.

 

O Instituto Alana, por exemplo, estimula as feiras de trocas de brinquedo e inclusive disponibiliza dicas e materiais de apoio para quem quiser organizar uma na sua cidade.

 

 

No entanto, quando falamos em feiras de troca não precisa ser um evento público grandioso. Pequenos grupos também podem promover essa interação entre si, de maneira mais informal, como pais da escola, vizinhos de condomínio, amigos da igreja, enfim, o importante é juntar algumas pessoas e oportunizar esse momento.

 

As trocas funcionam muito bem para brinquedos, pois alguns são usados por pouco tempo ou por uma faixa etária específica, ficando em boas condições para ir para outra família depois. Com os livros a situação é semelhante, alguns são lidos uma vez e depois ficam na estante acumulando poeira. Já os uniformes deixam de servir e são mais limitados para alunos de uma determinada instituição, então a própria escola pode favorecer junto aos pais essa oportunidade de troca. 

 

7 – Investir em pequenos e médios empreendedores

 

Escolher com quem vamos investir nosso dinheiro é uma atitude que favorece um consumo mais consciente. Valorizar negócios locais ou produções nacionais, de pequenos e médios empreendedores, é apoiar toda uma cadeia de produção alternativa.

 

Cada empresa tem uma história por trás. Buscar conhecer isso para apoiar quem cresce respeitando determinados princípios (como uma remuneração justa, matéria-prima sem exploração ambiental, etc) é uma grande atitude de um consumidor cidadão. É um exercício que pode ser acompanhado pelos nossos filhos para que eles também criem, aos poucos, tal olhar crítico para as suas atitudes de consumo.

 

Claro que não vamos deixar de falar da Tibuá. Brinquedos produzidos com mão de obra artesanal, local e com materiais nacionais. Sem plástico e duradouros, os blocos são um exemplo de investimento que durará por muitos anos.

 

No departamento de roupas podemos citar a Timirim, Marré Deci ou ainda Studio Pipoca. Não deixe de comentar abaixo a sua sugestão de empreendimento, para juntos divulgarmos essas marcas tão preciosas.

 

8 – Evitar embalagens desnecessárias / reduzir a produção de lixo

 

O lixo é um grande problema contemporâneo que vai nos acompanhar por muitas gerações se medidas drásticas não forem tomadas.

 

Reduzir a produção de lixo começa por comprar menos e com mais consciência, mas também passa por fazer trocas inteligentes. Um pequeno passo para agir em relação a isso é começar a observar as embalagens dos produtos que compramos.

 

Prefira marcas com menos embalagem ou com embalagens recicláveis. A rede de farmácias inglesa Boots, por exemplo, repensou os seus tradicionais kits de presente de Natal em 2020. Com isso, eliminou 2.020 toneladas de plástico, oferecendo materiais alternativos e recicláveis como proposta de presente.

 

A nacional Natura oferece a opção de refil em vários produtos das suas linhas, sendo outro exemplo de como minimizar as embalagens plásticas que colocamos dentro de casa.

 

No supermercado os sacos plásticos não sumiram, apesar de tantas promessas. Leve o seu próprio carrinho de feira ou sacola de pano. Em dias de compras, não aceite uma sacola de cada loja, junte tudo em uma mochila ou bolsa de pano. São pequenos gestos com grande impacto na formação ambiental dos nossos filhos.

 

 

Se muitas empresas não possuem atitudes ecológicas cabe ao consumidor procurar alternativas e ir, aos poucos, migrando para marcas de fato atuantes em questões ambientais.

 

9 – Pesquisar sobre a coleta seletiva do seu bairro

 

Você tem pleno conhecimento sobre a coleta seletiva no seu bairro? Às vezes achamos que sim, mas algum detalhe pode estar passando despercebido. Então, esteja atento onde colocar cada tipo de lixo e quando. Mostre em casa para as crianças como funciona a separação e vá engajando toda família no processo.

 

Também vale a pena ter uma atenção especial aos itens que precisam de um destino específico, como lâmpadas, eletrônicos ou pilhas. Faça um pote ou separe uma caixa para acumular coisas assim e periodicamente encaminhar para o lugar correto.

 

Em São Paulo o Instituto Muda é muito forte e oferece soluções de coleta para condomínios (até doação de roupas, óleo, pilhas, eletrônicos). Vale a pena passar a sugestão para os responsáveis pelo condomínio em que você mora.

 

10 – Substituir gradualmente itens de plástico ou não recicláveis

 

Caminhe pela sua casa e observe quantos itens plásticos ou não recicláveis você consegue contar. Sacos plásticos, embalagens, tubos, etc. Cada cômodo com certeza terá vários produtos que possuem alternativas mais sustentáveis.

 

Banheiros – A escova de dente plástica pode ser substituída pela de bambu. O desodorante de plástico pode ser trocado por um de vidro. Sabonete líquido por sabonete em barra.

 

Quartos – A caixa plástica de brinquedos pode ser deixada de lado por um baú de madeira. Os blocos de encaixar de plástico das crianças podem ser de madeira como os da Tibuá. As fraldas descartáveis por fraldas de pano, como as da marca nacional Nós e o Davi.

 

Cozinha – Potes plásticos (que são inclusive podem ser tóxicos!) por potes de vidro, utensílios de plástico por versões de madeira ou metal, iogurte individual por embalagem família e por aí vai.

 

Enfim, exemplos não faltam e ter esse olhar crítico é fundamental para escolhas mais atentas.

 

 

Isso não significa sair jogando tudo que temos de plástico ou material não reciclado fora, até porque geraria um lixo imediato e teria um custo alto nas substituições. Trata-se de trocas graduais. Assim, toda vez que um produto acabar e você for repor vale pensar: consigo substituir isso por uma opção ecologicamente mais adequada?

 

Uma vida mais sustentável não acontece de um dia para o outro. É um processo de tomada de consciência que pode sempre ser aprimorado. Novas substituições, reflexões, questionamentos. Pequenas coisas que vamos adequando na rotina da nossa família e das pessoas ao nosso redor, com os nossos exemplos. Uma mudança necessária pelo planeta e pelo futuro dos nossos filhos.

 

E aí, conta para gente, quais dessas mudanças você já fez em casa? Quais você está se preparando para fazer? E não deixe de comentar a sua indicação de negócio relacionado com os pontos que trouxemos no texto.

 

Feliz futuro para nós!

 

Pauline

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