Não sei brincar com meu filho. E agora? 10 dicas para os pais

Se você acha que não sabe brincar com o seu filho nada de desespero! A queixa é recorrente e não precisa ser sinônimo de problema. Você não está sozinho!

Primeiro vale destacar que segundo o dicionário a palavra brincar significa distrair-se e entreter-se. Ou seja, o termo vai muito além do sentido comercial que atrelamos ao consumo ligado a brinquedos.

Segundo é importante destacar que existem várias formas de brincar e passar o tempo juntos. O fundamental é descobrir um jeito que funcione na sua casa, com a sua família.

Pensando nisso, temos 10 dicas que vão redefinir o que é brincar!

1. Não se culpe

A rotina é corrida e estamos todos no mesmo barco! Nem sempre fica fácil encaixar tempo para sentar e brincar todos os dias. E quer saber? Tudo bem!
Momentos de conexão vão além do brincar e podem acontecer em várias oportunidades, mesmo durante uma refeição em família ou na hora do banho. Por isso, não se culpe e não coloque a brincadeira como uma obrigação, que deve acontecer diariamente e com hora marcada.

2. O brincar tem que ser bacana para pais e filhos

Não adianta brincar com o seu filho e não curtir a brincadeira. Primeiro porque os pequenos percebem e acabam perdendo o interesse. Segundo porque a ideia é ter um bom momento em família e isso não vai acontecer se os pais não estiverem no clima.

A dica aqui é encontrar uma atividade que dê prazer para adultos e crianças. Considere os seus interesses e descubra como compartilhar isso com o seu filho. Por exemplo: você gosta de jardinagem? Então chame seu filho para plantar algumas mudas de flores no quintal. Seu hobby é cozinhar? Sem desculpas para fazer um bolo gostoso com as crianças na cozinha!

Faço parte das pessoas que se queixam que não sabem brincar. Então, minha alternativa é justamente essa! Convido a minha filha (que está com 2 anos) para me ajudar a cozinhar. Ela quebra ovos, espalha o queijo ralado, mistura ingredientes e nos divertimos juntas! Também a envolvo em outras pequenas tarefas domésticas, como pendurar a roupa, arrumar as coisas. Assim passamos momentos agradáveis juntas!

3. Pense nas suas brincadeiras da infância

Uma sugestão na hora de propor brincadeiras é lembrar do que você gostava de fazer quando criança. Se era desenhar, que tal sugerir isso? Redescobrir uma atividade que você costumava fazer no passado pode trazer memórias e permitir a construção de novas experiências, agora com o seu filho.

4. O brincar vai além de bonecas e carrinhos

Muitos pais travam e sentem que não sabem brincar com os filhos porque associam as brincadeiras apenas com brinquedos tradicionais, com bonecas e carrinhos. Mas o brincar vai muito além!

Geralmente brincadeiras mais livres e de criar permitem interações únicas e acabam envolvendo a família toda, independente de idade. Um exemplo são os blocos de montar como os da Tibuá. Com eles, a imaginação vai além e o mesmo brinquedo pode ser usado inúmeras vezes e de várias formas. Para criar uma torre, um prédio, um animal e assim por diante. Basta deixar a criatividade rolar solta!

Aline comprou um kit de Tibuá e conta:

Nós pintamos as Tibuás de diversas cores (ainda estamos pintando na verdade rs). Minha filha tem 2 anos e 4 meses, ela gosta de empilhar, colocar uma ao lado da outra pra fazer caminho e construir um curral para as vacas de Lego. Agora os adultos da casa… esses ficam horas! Adoramos o brinquedo!.

5. Aposte em jogos

Outra estratégia para lidar com o sentimento de “não sei brincar” é recorrer aos jogos de cartas e tabuleiro. Eles alimentam um lado competitivo e podem, inclusive, ensinar algumas lições preciosas que serão levadas para a vida, como o ganhar e perder e o lidar com a frustração da derrota.

6. Abuse do brincar ao ar livre

Uma sugestão para transformar o brincar em algo leve e feliz para pais e filhos é aproveitar espaços ao ar livre para explorar novas brincadeiras. Seja num jardim ou parque, a sua família terá todo um novo contexto para descobrir. Algumas ideias: jogos com bola, amarelinha, pular corda, circuitos, procurar insetos, etc. De quebra vocês irão mexer o corpo e respirar ar puro! Quer coisa melhor?

O pai Samir deixa o seu relato:

Depois de um dia de trabalho preciso liberar o estresse, então prefiro brincar de pega-pega e de fazer cócegas na minha filha do que sentar no tapete para comer bolo de mentira!.

7. Incorpore o brincar em outras atividades da rotina

As crianças sempre choram ou reclamam no trajeto de carro entre a casa e a escola? Ou então fazem aquela birra quando chega a hora de tomar banho? Saiba que incorporar pequenas brincadeiras ou jogos em atividades rotineiras pode ser uma estratégia para tornar esses momentos mais tranquilos ao mesmo tempo em que você aproveita para desenvolver uma brincadeira.

No carro, por exemplo, vocês podem cantar juntos, procurar carros ou objetos de uma determinada cor, contar quantas motos encontram pelo caminho, listar determinadas categorias de coisas em ordem alfabética (como um país com cada letra, A de Austrália, B de Bélgica, etc) e por aí vai. Pode não parecer, mas tudo isso é brincar!

8. Ler também é uma forma de brincar

Como já foi dito, existem várias formas de brincar e explorar isso vai transformar a sua opinião sobre não gostar de brincar com o seu filho. Ler com a criança é uma excelente oportunidade de brincadeira e proximidade. Inclusive, antes de dormir pode fazer parte da rotina e ajudar a acalmar os pequenos para um sono tranquilo.

9. Olá, fim de semana!

Se a rotina anda corrida, o fim de semana pode render brincadeiras diferentes. Passeios ajudam a estimular a curiosidade e o conhecimento. Pode ser em um parque de diversões, uma pracinha ou até mesmo no museu mais perto da sua casa. A importante é enxergar essas oportunidades de interação entre pais e filhos como uma forma de brincar e estar em sintonia.

10. Desligue o celular

Vale destacar que assim como o brincar é versátil, ele também exige entrega e dedicação. E por isso vale a regra de deixar o celular de lado na hora da brincadeira. Assim, os pais evitam distrações, como “só vou responder esse email rapidinho”.

Viu só, não precisa se preocupar com o pensamento de “não sei brincar”! Como dá para perceber, o brincar não tem limites e pode ser reinventado para ser uma atividade de prazer para crianças e adultos.

O fundamental é explorar as possibilidades até descobrir algo que combine com a personalidade da sua família. O que funciona em uma casa não necessariamente vai funcionar em outra! Então, vá experimentando e veja também como o seu filho reage, porque com certeza ele vai guiá-lo no melhor caminho.

Afinal, a melhor brincadeira é aquela que vai gerar prazer para todo mundo e com isso lembranças de cumplicidade e amor.

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